fumantesO cigarro é o produto legal mais vendido em nosso país e no mundo. Ao todo, quatro mil substâncias químicas – algumas delas como acetona, arsênico, butano, monóxido de carbono e cianido – se somam às 43 substâncias comprovadamente cancerígenas. Isso faz com que. no mundo, três milhões de pessoas por ano, seis por minuto, morram por causa do fumo, segundo a Organização Mundial de Saúde (OMS).

A OMS prevê que, se nada for feito, em 2020 o vício do cigarro levará mais de 10 milhões de pessoas à morte, por ano. No Brasil, mais de 300 pessoas morrem por dia em consequência do hábito de fumar. Os dados mostraram, também, que 82% dos casos de câncer de pulmão no Brasil são causados pelo fumo e 83% dos tumores de laringe estão relacionados ao tabagismo.

Outro levantamento divulgado pela organização não governamental Aliança do Controle do Tabagismo (ACT), informa que o Brasil gastou mais de R$ 20 bilhões para tratar doenças relacionadas ao tabaco. O valor equivale a cerca de 0,5% do Produto Interno Bruto (PIB) do País e estima-se que corresponda ao dobro do que se arrecada com impostos sobre cigarros.

Apesar de a maioria dos males causados pelo fumo afetarem o sistema respiratório,  o tabagismo pode atingir outras partes do corpo,  sendo responsável por muitos casos de câncer de bexiga, boca, língua, laringe, problemas de fertilidade e derrame cerebral. Segundo a ACT, cerca de 13% dos casos de câncer de colo do útero e 17% das ocorrências de leucemia mieloide estão relacionados ao tabagismo.

Mesmo com o índice elevado de óbitos e com todos os estudos apontando os malefícios do cigarro, ainda há 1,2 bilhão de fumantes em todo o mundo. No Brasil, o Ministério calcula que 22,4% das pessoas fumem.

Como sair da dependência

O Sistema Único de Saúde (SUS) e o Centro de Atenção Psicossocial (Caps) oferecem todo o tratamento gratuitamente, com os remédios e o acompanhamento médico e psicológico. A medicina traz vários tipos de tratamento, desde terapias e antidepressivos até chicletes e adesivos de nicotina. Algumas dessas alternativas se baseiam na reposição de nicotina. O fumante é poupado dos efeitos da interrupção repentina do hábito, como a irritabilidade. Então, se oferece ao corpo a nicotina, mas em doses menores até que ele dispense a substância, como é o caso do chiclete e do adesivo de nicotina. Há outros tratamentos que usam antidepressivos, com bupropriona ou BUP, que dá uma sensação de prazer, substituindo a sensação dada através do uso do cigarro.

Muitos ex-fumantes afirmam a que a sua qualidade de vida tornou-se 100% melhor depois de largarem o vício, além de aumentar a própria expectativa de vida.


 

 

 

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