Cid Gomes, ex-ministro da educação, e ex-governador do estado do Ceará, voltou a chamar Eduardo Cunha de achacador.  No primeiro dia deste mês, outubro, Gomes usou as redes sociais para cutucar o presidente da Câmara, Eduardo Cunha (PMDB-RJ), um dia após Cunha, ter sido denunciado por corrupção e lavagem de dinheiro na Operação Lava Jato.

Pelo twitter, Gomes comemorou a denuncia do MPF contra o presidente da câmara dos deputados, “Ontem, 30 de setembro, foi uma data histórica para a Política do Brasil – assim mesmo, com P maiúsculo: começa a cair a máscara daquele que representa, com toda desenvoltura, o ACHAQUE em nosso País”.

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Cunha x Suíça

Junto da mensagem, um link direciona para página do Ministério Público Federal, apresentando uma nota com denúncia contra Cunha. As informações tratam de contas bancárias em nome de Cunha e familiares. A investigação suspeita lavagem de dinheiro e corrupção passiva. O MP da Suíça transferiu processo criminal por meio de autoridade central para o Brasil. O procurador da república, Rodrigo Janot, aceitou a transferência.  Procurado pela imprensa, Cunha, tem negado qualquer participação.

Cid x Cunha

Em março, Cid Gomes, enquanto ministro da Educação, foi convidado a comparecer na câmara para pedir desculpas por ter falado para estudantes em uma Universidade Federal do Pará, que a casa tem parlamentares achacadores. “A casa tem de 300 a 400 parlamentares que achacam”. “Eles, deputados federais, querem é que o governo esteja frágil porque é a forma de eles acharem mais, tomarem mais, tirarem mais dele, aprovarem as emendas impositivas”, disse Gomes.

A presidente Dilma, orientou Gomes a pedir desculpas, caso contrário, poderia dificultar o diálogo com o poder legislativo. Gomes se apresentou na câmara dos deputados, mas não houve pedido de desculpas, ele confirmou o que havia dito no Pará, e mais, apontou o dedo para Eduardo Cunha dizendo “Eu prefiro ser  acusado por ele de mal educado, do que ser acusado como ele, acusado de achaque”, criticou. Logo depois, o então ministro da Educação renunciou o cargo. Há um mês, Cid Gomes foi condenado a pagar 50 mil ao Eduardo Cunha, por danos morais.

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