1412780284OUTUBRO ROSA 1O câncer de mama é a principal causa de mortes das mulheres em todo o mundo, muitas delas padecendo da doença em estado avançado devido à falta ou ao diagnóstico ineficaz. Segundo levantamento da Organização das Nações Unidas – ONU, de cada três mulheres, uma terá câncer e o câncer de mama é o que mais mata a população feminina.

A atualmente, a doença registrou 57.120 casos pelo país, onde 14.388 pessoas morreram no ano de 2013, sendo 14.207 mulheres e 181 homens, informou o Instituto Nacional de Câncer – INCA /2015. No Ceará, já foram registrados ainda esse ano, 1.900 novos casos de câncer de mama, sendo mais da metade na capital, em Fortaleza. Os dados são do Instituto do Câncer do Ceará (ICC).

Apesar dos avanços da tecnologia e dos tratamentos oncológicos, vários fatores estão contribuindo para o aumento desse número, como a gravidez tardia, depois dos 30 anos, consome de bebida alcoólica, má alimentação, sedentarismo, obesidade, ansiedade, estresse, angústia, tristeza, depressão, tabagismo, e reposição hormonal.

Essa doença ainda não pode ser prevenido, mas sim diagnosticado com antecedência, por isso a importância da mulher conhecer o seu corpo e notar as mudanças que ocorrem, o autoexame das mamas deve ser feito pela menos uma vez ao mês. No início, o câncer de mama não apresenta sintomas. A mulher só vai notar que existe alguma alteração na mama quando o tumor for palpável, apresentar manchas ou alterações na pele da mama e quando isso ocorre é porque o câncer já está em processo avançado.

O câncer de mama são tumores malignos onde as células comprometidas não conseguem ser controladas e podem crescer e se espalhar não só entre o seio, mas chegar a outros órgãos vitais. A odisseia começa quando se descobre a doença, mulheres que depende do SUS, se submentem ao tratamento cansativo fisicamente – psicologicamente, penoso e até humilhante em alguns casos, com a duração entre oito meses a dois anos, dependendo do tipo de câncer, se for metástico, ou seja, se espalhar para outros órgãos do corpo humano pode durar muito mais e chegar até a morte.

A descoberta de um câncer de mama provoca uma reviravolta na vida da mulher. Entre todos os medos, há que enfrentar também a possibilidade da mutilação. O SUS “garante” todo o tratamento do câncer, oferecendo os seguintes serviços: Serviços de Cirurgia Oncológica, Oncologia Clínica, Radioterapia e Hematologia, porém a realidade é bem diferente, pois o tratamento começa a partir do momento que a mulher procurar fazer o exame de mamografia, e este exame, demora-se muito tempo para ser feito na rede pública, e ainda não está universalizado no país.

A legislação brasileira dá o amparo legal, como é o caso da Portaria nº 741, de 19 de dezembro de 2005, Artigo 2º – que dar o direito do tratamento gratuito para o paciente com neoplasia maligna no Sistema Único de Saúde (SUS), todos os tratamentos necessários, tendo direito de se submeter ao primeiro tratamento no prazo de até 60 (sessenta) dias contados a partir do dia em que for diagnosticado. Outra lei e portaria importante: Lei nº 12.732, de 22 de novembro de 2012, Artigos 1 e 2 / Portaria 876, de 16 de maio de 2013: Garante a cirurgia reconstrutora da mama, isto é, a mulher que em decorrência de um câncer, tiver os seios total ou parcialmente retirados, tem direito à reconstrução destes por meio de cirurgia plástica, tanto pelo SUS quando por plano/seguro de saúde privado.

As principais queixas das pacientes do SUS é a demora do tratamento na rede púbica de saúde. Filas enormes de espera para marcação de uma consulta com mastologista, demora na entrega dos resultados dos exames, em especial, o exame da biopsia – exame que detecta o câncer, que dura em média 45 dias, enquanto que na rede privada é no mínimo de 15 dias que sai o resultado. E a lista de espera continua seja para fazer a cirurgia, fazer à quimioterapia e até ter o direito de um leito no hospital lotado, ou a espera do governo contratar mais médicos para atender essa demanda da população. Toda essa morosidade faz o paciente perder mais de três meses em seu tratamento, que são essenciais, para salvar vidas.

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