O rapper Emicida lança seu segundo álbum de estúdio, “Sobre Crianças, Quadris, Pesadelos e Lições de Casa”, em uma série de shows no Sesc Pinheiros, em São Paulo. O primeiro deles é nesta sexta-feira (21). E, antes de subir ao palco com as novas músicas, ele conversou com o UOL sobre os temas que permeiam o trabalho. Segundo ele, “Sobre Crianças…” é um álbum que trata de racismo, mas prefere reforçar a beleza negra e a ancestralidade. “É um disco de exaltação. É mais sobre gostar da gente do que odiar o outro lado”.

O disco foi inspirado em uma viagem que ele fez à África e que o fez rever conceitos que aprendeu com os livros de história na escola. “Foi aí que comecei a rasgar as folhas. [Antes, acreditava só no que] os europeus falam há 500 anos sobre a África.” O compositor revela também que ficou “desolado” diante da miséria em Luanda, capital de Angola, e que quis homenagear pessoas de lá através da música. “Eu queria que olhassem no espelho e se sentissem bonitas, fortes.”

Na conversa, ele afirma que o disco “Sobre Crianças…” ajuda a investigar ancestralidade dos negros brasileiros, que raramente sabem o país dentro do continente africano do qual descendem. “Como conto para minha filha sobre ancestralidade? É África. Japonês não quer que o filho dele ache que é chinês”, ele diz. “Minha bandeira é para que se reconheça os pretos como seres humanos, nossa contribuição para a humanidade”.

Fonte: UOL

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