Em meados de junho de 2005 o deputado federal Roberto Jefferson (PTB-RJ) denunciou em entrevista um esquema de compra de votos de parlamentares da base governista. Segundo o deputado, uma mesada no valor de R$ 30 mil era destinada a congressistas para que projetos do governo federal fossem aprovados.

De acordo com o Ministério Público, políticos dos partidos PL (Partido Liberal), hoje PR (Partido da República), PMDB (Partido do Movimento Democrático Brasileiro), PP (Partido Progressista), PT (Partido dos Trabalhadores) e PTB (Partido Trabalhista Brasileiro) participaram do esquema que teria durado entre 2003 e 2004, finalizando no início de 2005.

Segundo denúncia da Procuradoria-Geral da República, o chamado “mensalão” funcionava a partir de três núcleos: político, operacional e financeiro. O empresário Marcos Valério realizava empréstimos com os bancos Rural e BMG apresentando como garantia os contratos que suas agências tinham com o governo.

Esse dinheiro iria para o bolso dos parlamentares e para o “Caixa 2”, que é o uso do valor repassado pelo publicitário para pagamento de dívidas de partidos e dos gastos com as campanhas eleitorais.

Políticos da base aliada aprovavam concessões e vantagens de contratos do governo com Marcos Valério.  No esquema foram denunciadas quarenta pessoas, entre elas o ex-ministro chefe da Casa Civil do primeiro governo do presidente Lula, José Dirceu, que chefiava o núcleo político; o ex-tesoureiro do PT, Delúbio Soares, que se encarregava de pagar a propina a parlamentares; e o então presidente do PT, José Genoino, acusado de corrupção ativa e formação de quadrilha.

O maior escândalo do governo de Luiz Inácio Lula da Silva foi a julgamento neste ano de 2013 intitulado de Ação Penal 470. Dos 38 réus que foram a julgamento, 25 foram condenados pelo Supremo Tribunal Federal (STF). Na última quarta-feira, 13, a maioria dos ministros do STF decidiram decretar prisão imediata dos condenados no processo.

Fonte: O Povo

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