Nando Reis assina seis parcerias no disco, que tem participações de BNegão e Lia Paris

São Paulo – As primeiras duas décadas do Skank são bem definidas: os festivos anos 1990, com o reggae e a musicalidade brasileira enfatizados pelos metais; os roqueiros anos 2000, com ecos de um passado muito distante (Beatles, Clube da Esquina) e também nem tanto (BritPop). Com lançamento oficial no dia 13, ‘Velocia’ é o primeiro álbum de inéditas da terceira década do quarteto – Samuel Rosa, Henrique Portugal, Haroldo Ferretti e Lelo Zaneti – formado em Belo Horizonte em 1991. O trabalho marca um retorno às raízes, com ênfase no reggae e nas melodias assobiáveis, sem contudo deixar de lado a experiência posterior.

“O que a gente queria era fugir da busca obsessiva em fazer algo diferente, porque a qualidade nem sempre está na inovação. O Skank tem uma assinatura, não dá para mudar isso. Tem que honrar o lastro, o patrimônio. Não foi o caso de fazer um disco de forma premeditada, mas simplesmente quando a gente se juntou para tocar, saiu assim”, resume Samuel a respeito dos 10 meses em que o grupo passou concebendo seu nono álbum de estúdio, produzido por Dudu Marote (o mesmo capitão dos álbuns dos “milhões” ‘Calango’ e ‘O samba poconé’) e Renato Cipriano, engenheiro de som que acompanha a banda já há alguns discos.

São 11 faixas, pinçadas de pelo menos 20 gravadas no estúdio da banda, Máquina, no São Bento. Até chegar ao resultado, houve duas escalas luxuosas: as cordas foram gravadas em Abbey Road (onde a banda mixou, por exemplo, ‘Siderado’, disco que fechou os anos 1990) e a mixagem e masterização foram realizadas, respectivamente, nos estúdios Avatar e Sterling Sound, em Nova York. O disco reafirma a parceria Samuel/Nando Reis. Até então principal letrista do Skank, Chico Amaral assina somente uma canção, ‘A noite’, enquanto o ex-titã escreveu seis músicas e participou, de maneira efetiva, de três delas (Alexia, Périplo e Galápagos).

Fonte: UAI

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