A banda Capital Inicial levou o público manauara a uma viagem no tempo na noite desta sexta-feira (15), no Studio 5, localizado na Avenida Rodrigo Otávio, Distrito Industrial, Zona Sul de Manaus. O grupo apresentou o show “Acústico NYC”, que celebra os 30 anos do disco de estreia da banda e 15 do sucesso “Acústico MTV”. Os músicos da amazonense Overbox ficaram encarregados do pré-show no Centro de Convenções.

Antes de subir ao palco no Studio 5, o quarteto brasiliense formado por Dinho Ouro Preto (vocal), Fê Lemos (bateria), Flávio Lemos (baixo) e Yves Passarell (violão) falou sobre o novo projeto – que ganhou CD e DVD, gravados em junho de 2015, na casa de espetáculos nova-iorquina Terminal 5, diante de 1,5 mil pessoas.Sobre o projeto, Dinho diz que é algo completamente diferente do que o grupo costuma fazer. “Esse disco [Acústico NYC] é peculiar, um ponto fora da curva. Quisemos pisar no freio e apresentar um show um pouco diferente, algo mais calmo, com violão e meio que um contraponto a tudo aquilo que a gente vinha fazendo, com CDs cada vez mais nervosos. Até mesmo para organizarmos com mais calma o nosso próximo trabalho, que já está sendo feito”, afirmou o vocalista.

De acordo com ele, com o anúncio do projeto Amazônia Live – evento ligado ao festival Rock in Rio que acontece em agosto, na capital amazonense –, Manaus tem tudo para se tornar a “capital do rock”.

“A edição do ano que vem [do Rock in Rio] será pautada na conscientização sócio-ecológica e vários eventos vão acontecer aqui em Manaus. A cidade tem tudo para se tornar o epicentro do rock’n’roll do Rock in Rio agora em agosto. Então vocês vão nos ver ainda muitas vezes por aqui”, prometeu Dinho.

Grupo brasiliense revistou sucessos da carreira com o show acústico NYC, em Manaus

Grupo brasiliense relembrou sucessos da carreira com o show acústico NYC, em Manaus

Show
A banda Capital Inicial iniciou o show da turnê “Acústico NYC” com os hits “Ressurreição”, “A mina” e “Mais”.

Dinho Ouro Preto começou a apresentação sentado em um banquinho e mais contido que de costume. Ele lembrou a apresentação que fez ao lado do Natiruts há cerca de dois anos, na praia da Ponta Negra, em Manaus, antes de interpretar “Depois da meia noite”, “Como devia estar”, “Doce e amargo”, “Respirar você” e “O lado escuro da Lua”.

“Quando montamos um show, nunca sabemos quais músicas incluir. Muitas acabam ficando de fora e vão desaparecendo do repertório, mas, para a nossa surpresa, quando cantamos essa música em particular, num show em Curitiba, todos conheciam. Vejam se vocês também a conhecem”, indagou o vocalista ao iniciar “Olhos vermelhos”.

Durante a apresentação, Dinho se levantou e o caráter desplugado da apresentação deu espaço a um tradicional show de rock da Capital Inicial. O vocalista também tomou um tempo para falar sobre a situação política do Brasil e pediu que o público o ajudasse a cantar “Melhor do que ontem”.

A faixa foi seguida de “Como se sente”, “Vai e vem” – esta contou com a participação de Seu Jorge, na gravação em Nova Iorque –, “Belos e malditos”, “Vamos comemorar” e “O Cristo Redentor”. Com quase 1h30 de apresentação, o vocalista comentou a participação de outro grande nome da música brasileira no disco “Acústico NYC”: Lenine.

“Quando convidamos o Lenine, pensamos que ele fosse querer tocar nossas músicas mais complicadas. Mas foi exatamente o contrário, logo no nosso primeiro encontro ele pediu para cantar algumas das nossas canções mais populares”, revelou Dinho, referindo-se a “Não olhe para trás” e “Tempo perdido”, da Legião Urbana.

“Eu nunca disse adeus”, “Me encontra” – em homenagem aos músicos Chorão e Champignon, da Charlie Brown Jr. – e “Quatro vezes você” encerraram a primeira parte do show no Studio 5.

Depois de um intervalo de cinco minutos, o grupo brasiliense voltou ao palco para interpretar músicas que ficaram de fora do novo disco, como “Fogo”, “O mundo” e “Música urbana”. Ao iniciar “Natasha”, o público mostrou que ainda aguentava mais tempo de show e foi ao delírio no Centro de Convenções.

Antes de encerrar a apresentação do grupo brasiliense em Manaus, depois de 2h30 de sucessos, o vocalista da Capital Inicial fez um apelo: “Não importa o que aconteça neste domingo, nós, brasileiros, temos que continuar juntos!”, gritou à plateia, em razão à série de protestos que tomará o Brasil no dia 17.

“Que país é esse?” e “Primeiros erros” embalaram a despedida de Dinho Ouro Preto e Cia. de Manaus.

Fonte: G1

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