Ze Ramalho

Na derradeira apresentação do palco Sunset, o internacionalizado grupo mineiro ganha um novo sentido e o cultuado cantor paraibano recebe um bem vindo peso extra

RIO – O Sepultura teve dois casos no Rock in Rio 2013. O primeiro foi com o grupo francês Tambours Du Bronx, no palco Mundo, na metálica noite de quinta. Mas foi o segundo, com Zé Ramalho, no domingo, no encerramento do palco Sunset, que deu realmente um fruto, cujo nome foi cantado, repetidamente, aos brados pelo público: Zépultura, Zépultura, Zépultura.

Numa das mais esperadas apresentações daquele palco, os dois saíram ganhando – o internacionalizado grupo mineiro ganhou um novo sentido, enquanto o cultuado cantor paraibano ganhou um bem vindo peso extra.

Em busca da velocidade certa para alcançar seu convidado, o Sepultura não pisou fundo, como de costume, e foi, desde o começo, desacelerando, tocando músicas pouco usuais do seu repertório ao vivo, como “Dusted” e “The hunt”. “É o nosso lado B”, descreveu o cantor e guitarrista Andreas Kisser.

A homenagem a Chico Science, na mediana versão de “Da lama ao caos”, chegou no tempo certo para a entrada em cena de Zé Ramalho. Todo de preto, ele saudou ao público com elegância, sem precisar recorrer aos palavrões de praxe em palcos peso pesados.

Juntos, acertaram os ponteiros com “Dança das borboletas”, que já tinham gravado para a trilha do filme “Lisbela e o prisioneiro”, de Guel Arraes. Depois, brilharam intensamente em “Jardim das acácias”, que renasceu densa e psicodélica. Kisser ainda mostrou uma música do seu repertório solo, “Em busca do ouro”, parceria com Tony Belloto, antes do encerramento com “Admirável gado novo”, seguido por mais gritos do povo marcado e feliz: Zépultura, Zépultura, Zépultura.
Fonte: http://oglobo.globo.com/cultura/rock-in-rio-2013/rock-in-rio-2013-criticas/critica-sepultura-com-ze-ramalho-da-certo-gera-um-fruto-cantado-pelo-publico-zepultura-10089651#ixzz47A06BpGv

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