Viva A Revolução, novo trabalho do Capital Inicial, pode ser resumido como uma reflexão pós-junho de 2013. Em sete faixas, sempre escudado pelo compositor Alvin L, Dinho Ouro Preto expõe o que sentiu desde que se viu marchando nas ruas, ao lado de manifestantes menos ilustres, mas tão preocupados com o futuro do Brasil quanto ele.

Em dia de debate entre os candidatos à presidência (na Band, a partir das 22 horas), vale a pena ouvir o que o cantor de 50 anos tem a dizer sobre o quadro eleitoral, uma vez que ele se mostrava bastante empolgado com a candidatura do finado Eduardo Campos (chegou a visitar o ex-governador em Pernambuco para conhecer suas ideias).

Se a última imagem que você tem de Dinho se posicionando politicamente é a do ridículo discurso com nariz de palhaço no Rock in Rio, pode se surpreender com opiniões a seguir, inclusive sobre a sua própria dificuldade de se expressar em ocasiões como a do festival. Falando por telefone de sua casa, sem qualquer holofote esquentando os miolos, Dinho não soltou nenhum “cara”, o vício de linguagem do qual ele vem tentando se livrar.

O papo também enveredou pela sua relação com os jovens de hoje, o rock, e termina com indicação de autores e livros que estão fazendo sua cabeça no momento. A pedido de Billboard Brasil, ele se fotografou segurando as obras favoritas.

Fonte: Billboard

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