Atualmente, o Twitter é uma das redes sociais mais utilizadas no mundo. O blog oficial da empresa informa que possui mais de 313 milhões de usuários, e 1 bilhão de visitas únicas por mês, dados de julho de 2016. Segundo o Portal G114, o Brasil é um dos cinco principais mercados para o Twitter no mundo, com um crescimento de 139% nos rendimentos do país, e 40,7 milhões de contas.

O site trabalha com envio de “tweets” (atualizações) de até 140 caracteres em resposta à pergunta “O que você está fazendo?”. No entanto, seus usuários não usam o espaço apenas para responder a indagação, o que demonstra diferentes apropriações, dentre elas à prática do jornalismo (Mischaud, 2007; Honeycutt & Herring, 2009).

Segundo COMM (2009) profissionais da imprensa, em países onde a ferramenta está disponível, usam a plataforma para diversos fins: divulgar notícias em primeira mão, encontrar fontes de informação, monitorar a repercussão e os desdobramentos de suas matérias e de veículos concorrentes, dentre outros.

“É uma ferramenta que em pouco tempo se tornou vital para a realização de reportagens e ainda – muito especialmente – para promover a aproximação entre leitores e veículos” (COMM, p.57, 2009) Ross Dawson15 (In Caselli e Pimenta, 2011, p.05), especialista em negócios online e tecnologia, vê o impacto do Twitter no jornalismo a partir de cinco pilares:

 1. O Twitter tem uma função no plantão noticioso, no fato ‘aqui e agora’ por ampliar o alcance de nossas percepções. O que vemos, ouvimos e pensamos pode ser dito (twitado) com instantaneidade a milhões de pessoas conectadas no mundo.

2. Apesar de nem toda informação transmitida via Twitter ser confiável, é interessante considerar dados iniciais que podem ser checados e complementados, enquanto prerrogativa da imprensa.

 3. O aumento da velocidade de transmissão de informações, incluindo o Twitter, ampliou a competição entre os meios de comunicação pelas notícias em primeira mão, o ‘furo’.

 4. Publicar a notícia em primeira mão? Descer no ranking da velocidade em favor da informação checada e correta? É a decisão editorial que vem guiando esse equilíbrio e deve criar uma hierarquia de credibilidade dos meios de comunicação junto ao público.

 5. Há uma simbiose entre os dois universos. O Twitter está se tornando a principal maneira pela qual as pessoas acessam os meios de comunicação. Em contrapartida, o microblogging se constrói como fonte de ‘breaking news’, bem como da dinâmica e do sentimento social, com potenciais estórias para os meios de comunicação.

Considerando a percepção proposta por Dawson entende-se que o estudo da interação entre jornalismo/Twitter é necessário devido a utilização dessa rede social pelos mass media para ampliação do campo de ação e influência.

Caselli e Pimenta (2015) destacam que a rápida veiculação de fatos, o caráter instantâneo, a facilidade de manutenção, a possibilidade de estabelecer um diálogo com a audiência em tempo real e a chance de medir o impacto de uma notícia são alguns fatores que levaram o jornalismo a aderir o Twitter (2015, p.04).

Para Palacios (2002), a interatividade é a característica do jornalismo praticado em redes digitais com mais potencial de desenvolvimento na web 2.0, considerando que a segunda geração da Internet baseia-se na construção coletiva e no caráter colaborativo.

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