Coelho em sua posse na Academia Brasileira de Letras, em 2002 Foto: Marizilda Cruppe / Agência O GLOBO

por O Globo

RIO — Imortal da Academia Brasileira de Letras, Paulo Coelho usou a sua conta no Twitter nesta tarde de sexta para se manifestar sobre a última eleição da casa, que ocorreu ontem. A disputa, que definiu Arno Wehling como o novo imortal da cadeira 37, foi apertada. Wehling foi eleito contra o poeta e filósofo Antonio Cicero por 18 votos a 15 para a vaga, que pertencia a Ferreira Gullar, morto em dezembro do ano passado. O Mago, ocupante da cadeira 21 desde 2002, revelou ter votado no candidato derrotado e aproveitou para alfinetar o comportamento dos colegas.

 

A declaração de Coelho fecha uma semana agitada na Academia, que pela primeira vez em muitos anos teve duas eleições seguidas — Wehling para a cadeira 22 na terça-feira e Wehling dois dias depois. As disputas de bastidores também se mostraram acirradas, já que a eleição do historiador dividiu duas espécies de alas não formais que existem na ABL.

Uma é mais ligada aos poetas e romancistas, a chamada “ala literária”, reunida em favor do poeta carioca Antonio Cicero, defendido por Paulo Coelho, e que tentava a vaga pela segunda vez (a primeira, em que disputou com o sociólogo Francisco Weffort, terminou curiosamente empatada, o que é raro acontecer na Academia). A outra é a ala dos historiadores, da qual faz parte mais de uma dezena de imortais, todos integrantes do IHGB, que dessa vez falou mais forte na escolha a favor de Wehling.

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