O desaparecido clube CBGB, que se tornou o templo do punk ao receber shows dos Ramones e Patti Smith, voltará a fazer barulho em Nova York graças a um grande festival que ocorrerá em julho e poderá até voltar a funcionar em um novo local.
Após seis anos em que a sigla CBGB (“Country, bluegrass e blues”) só era vista em camisetas de algum saudosista, sete fãs do punk se uniram para comprar os direitos do lendário pub e ressuscitar seu espírito das cinzas.
“Eu ia ao CBGB o tempo todo, adorava, ele representava uma parte de Nova York que já quase não existe, era enérgico, amplo, ruidoso, suarento… Sinto saudades dessa parte da cidade (Lower East Side)”, disse à Agência Efe um dos novos proprietários do clube, Tim Hayes.
Este nova-iorquino viveu em Lower East Side durante os anos 80, época em que bairro era frequentado por artistas e boêmios mas também uma zona perigosa, que nem todo mundo se atrevia a percorrer. Heyes ia ao CBGB quando o clube se tornou na Meca da música rebelde.

Apesar do local ter nascido para tocar os ritmos de sua sigla, com o tempo a casa se tornou no berço do punk. Foi no CBGB que tocaram pela primeira vez lendas como Ramones e Patti Smith. Também subiram no palco do clube grupos como Blondie, Talking Heads e Sonic Youth.
Durante quase três décadas, esse lugar escuro, cheio de grafites e com um forte cheiro de cerveja, foi povoado por casacos de couro e por lá passaram personalidades como Andy Warhol e Lou Reed. Uma intensa disputa com os proprietários do prédio onde o clube ficava fez com que em 2006 ele fechasse suas portas.
Desta vez, seus novos proprietários estão tentando comprar um prédio inteiro para não caírem na “armadilha” que fez o local original desaparecer.
Enquanto ainda não encontraram um lugar para reabrir o clube, eles irão ressuscitar o espírito do CBGB com um festival com o mesmo nome que levará para Nova York mais de 300 grupos, que tocarão em 20 salas por toda a cidade.

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