Com um nariz vermelho no rosto, e aspecto raivoso o cantor Dinho Ouro Preto se dirigiu ao público, criticando os políticos do pais e o “parlamentar presidiário”, lembrando o deputado Natan Donadon, condenado a 13 anos de prisão por formação de quadrilha, e cuja cassação foi recentemente negada pela Câmara. Incendiando o público, Dinho continuou tecendo críticas aos governantes do Brasil.

O presidente do Senado, José Sarney (PMDB-AP), foi vaiado por 100 mil pessoas no Rock in Rio,  quando o cantor Dinho Ouro Preto, do Capital Inicial, lhe dedicou a canção “Que país é esse?”. Na quinta-feira, Sarney enviou uma carta ao artista reclamando do tratamento. Começou o texto dizendo que “entrou no Rock in Rio aos 80 anos”, que o festival se beneficiou dos incentivos à cultura criados por seu governo, arvora-se de defensor da liberdade de expressão.

O grupo ainda prestou uma homenagem a Chorão e Champignon, do Charlie Brown Jr, tocando “Só os loucos sabem”, famosa música do grupo paulista, a plateia cantou junto com Dinho. De boné com a marca do CBGB, mítica casa noturna de Nova York, o vocalista lembrou também Renato Russo e a geração de Brasília com o hino punk, “Veraneio vascaína”, do Aborto Elétrico, que encerrou o show.

Fontes:

Estadão

oglobo

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