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Exercício

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Função Informativa:

Começou neste mês a vacinação contra a febre aftosa em seis estados brasileiros

No mês que vem, a imunização será estendida para outros 16 estados, completando a segunda etapa da vacinação

A segunda etapa de vacinação contra a febre aftosa de rebanhos bovinos e de búfalos começou este mês, em seis estados brasileiros, Alagoas, Ceará, Paraíba, Pernambuco, Rio Grande do Norte e Roraima. No mês que vem, a imunização será estendida a outras 16 unidades federativas: Acre, Amapá, Amazonas, Goiás, Maranhão, Mato Grosso, Mato Grosso do Sul, Minas Gerais, Pará, Paraná, Piauí, Rondônia, São Paulo, Sergipe, Tocantins e o Distrito Federal.

 

“Os preços dos alimentos já estão 36% mais altos que há um ano e um novo aumento de 10% colocaria mais 10 milhões de pessoas em situação de pobreza extrema”, diz Robert Zoellick

O presidente do Banco Mundial aponta que o aumento nos preços dos alimentos pode colocar milhões de pessoas em situação de extrema probreza

Dados apresentados nesta quinta-feira (14) pelo Banco Mundial apontam que novos aumentos nos preços globais dos alimentos podem colocar milhões de pessoas em situação de pobreza extrema. De acordo com o presidente do Banco Mundial, Robert Zoellick, os preços dos alimentos já estão 36% mais altos que há um ano e um novo aumento de 10% colocaria mais 10 milhões de pessoas em situação de pobreza extrema (renda menor que US$ 1,25 por dia). Quando a projeção é de alta de 30% nos preços dos alimentos, o número de pessoas afetadas passaria a 34 milhões.

 

Deficientes visuais poderão enviar e receber correspondências

O Correios acaba de colocar em operação a transcrição gratuita do Braille para e escrita comum, como também escrita comum para Braille

Entra em operação hoje (17) um novo serviço dos Correios: a transcrição gratuita de correspondências do Braille para a escrita comum e vice-versa. Com o serviço, deficientes visuais de todo o país poderão enviar e receber suas correspondências na linguagem desenvolvida especialmente para elas – o código Braille.

A assessoria de imprensa da ECT informou que, durante a cerimônia, o deficiente visual Mário Alves de Oliveira, criador do sistema, fará a leitura de uma carta endereçada a Hélio Costa, ministro das Comunicações”.

 

Diminuem os preços do álcool e o da gasolina em Fortaleza

Na capital do estado alguns postos de combustíveis já começaram a repassar a redução para os consumidores.

Com o início da safra 2017/18 de cana-de-açúcar a expectativa para os próximos dias é a de que os preços do álcool e o da gasolina diminuam após um ritmo de crescimento intenso desde o fim do ano passado. Hoje (17), em Fortaleza, alguns postos de combustível já começaram a repassar a redução para os consumidores. Na capital, o valor do álcool passou de R$ 3,10 para R$ 3,00, uma redução de 8%. Já na gasolina, a redução foi apenas de 3 centavos. Passou de R$ 3,54 para R$ 3,51.

 

 

 

Função Apelativa

 

1-

 

2-

 

3-

 

Função Indentificativa

 

1-

 

2-

 

3-

 

Que país é esse? Capital Inicial protesta contra políticos e homenageia Chorão no Rock in Rio

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Com um nariz vermelho no rosto, e aspecto raivoso o cantor Dinho Ouro Preto se dirigiu ao público, criticando os políticos do pais e o “parlamentar presidiário”, lembrando o deputado Natan Donadon, condenado a 13 anos de prisão por formação de quadrilha, e cuja cassação foi recentemente negada pela Câmara. Incendiando o público, Dinho continuou tecendo críticas aos governantes do Brasil.

O presidente do Senado, José Sarney (PMDB-AP), foi vaiado por 100 mil pessoas no Rock in Rio,  quando o cantor Dinho Ouro Preto, do Capital Inicial, lhe dedicou a canção “Que país é esse?”. Na quinta-feira, Sarney enviou uma carta ao artista reclamando do tratamento. Começou o texto dizendo que “entrou no Rock in Rio aos 80 anos”, que o festival se beneficiou dos incentivos à cultura criados por seu governo, arvora-se de defensor da liberdade de expressão.

O grupo ainda prestou uma homenagem a Chorão e Champignon, do Charlie Brown Jr, tocando “Só os loucos sabem”, famosa música do grupo paulista, a plateia cantou junto com Dinho. De boné com a marca do CBGB, mítica casa noturna de Nova York, o vocalista lembrou também Renato Russo e a geração de Brasília com o hino punk, “Veraneio vascaína”, do Aborto Elétrico, que encerrou o show.

Fontes:

Estadão

oglobo

Veraneio Vascaína: Uma ácida crítica à polícia brasileira

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Música lançada ao grande público no primeiro LP do Capital Inicial, “Veraneio Vascaína” era originalmente parte do repertório do Aborto Elétrico. A música foi composta por Renato Russo e Flávio Lemos, que mais tarde formariam, respectivamente, as bandas Legião Urbana e Capital Inicial. Da banda primordial o Capital herdou, além de “Veraneio Vascaína”, as músicas “Fátima” e “Música Urbana”.

 

Veraneio Vascaína

Cuidado pessoal, lá vem vindo a veraneio
Toda pintada de preto, branco, cinza e vermelho
Com números do lado, e dentro dois ou três tarados
Assassinos armados e uniformizados
Veraneio Vascaína vem dobrando a esquina

Porque pobre quando nasce com instinto assassino
Sabe o que vai ser quando crescer desde menino
Ladrão para roubar ou marginal para matar
“Papai, eu quero ser policial quando eu crescer”

Se eles vêm com fogo em cima é melhor sair da frente
tanto faz, ninguém se importa se você é inocente
Com uma arma na mão eu boto fogo no país
E não vai ter problema,eu sei, estou do lado da lei

Cuidado pessoal, lá vem vindo a veraneio
Toda pintada de preto, branco, cinza e vermelho
Com números do lado, e dentro dois ou três tarados
Assassinos armados e uniformizados
Veraneio Vascaína vem dobrando a esquina
Veraneio Vascaína vem dobrando a esquina
Veraneio Vascaína vem dobrando a esquina.

 

Embora possa parecer obscura a olhos desavisados, o tema da letra, uma crítica à polícia, foi percebido de imediato, o que levou o primeiro disco do Capital Inicial a ter sua venda proibida para menores de 18 anos.

“Veraneio vascaína” é uma referência à viatura mais comum à polícia da época, a Chevrolet Veraneio, pintada nas cores branca, preta, cinza e vermelho, por acaso as mesmas do brasão do clube Vasco da Gama, e com seu número de série nas laterais.

 

Um dos carros mais clássicos das décadas de 70 e 80, a Chevrolet Veraneio mereceu o seguinte comentário na revista Quatro Rodas:

“Apesar do nome que evoca prazer, muita gente tremia ao ver uma delas virando a esquina. Advertência: essas fotos podem provocar frio na espinha, dor no estômago e outros sintomas de ansiedade. É, nem só boas lembranças traz a visão de uma Veraneio. O utilitário da GM ficou estigmatizado pelo período autoritário vivido no Brasil após o golpe de 1964. A Veraneio era o veículo preferido pela polícia e pelos órgãos de repressão. Além dos camburões das polícias Militar e Civil devidamente pintados com as cores das corporações, eram comuns as Veraneio “chapa-fria”, todas modelo básico.” (Sérgio Berezovsky)

O trecho “se ela vem com fogo em cima” se refere às luzes de alerta piscantes nas cores vermelho e laranja, ligadas em complemento à sirene.

Tratando os policiais que ocupavam as veraneios como “dois ou três tarados, assassinos armados, uniformizados”, não é de se estranhar que a música tenha tido a sua execução pública proibida. A proibição teve, porém, o efeito inverso de transformar a mesma em um dos maiores clássicos da banda, ainda hoje executada em praticamente todos os shows.

 

Fonte:

Whiplash.net

CBGB, clube berço do punk, voltará a fazer barulho em Nova York

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O desaparecido clube CBGB, que se tornou o templo do punk ao receber shows dos Ramones e Patti Smith, voltará a fazer barulho em Nova York graças a um grande festival que ocorrerá em julho e poderá até voltar a funcionar em um novo local.
Após seis anos em que a sigla CBGB (“Country, bluegrass e blues”) só era vista em camisetas de algum saudosista, sete fãs do punk se uniram para comprar os direitos do lendário pub e ressuscitar seu espírito das cinzas.
“Eu ia ao CBGB o tempo todo, adorava, ele representava uma parte de Nova York que já quase não existe, era enérgico, amplo, ruidoso, suarento… Sinto saudades dessa parte da cidade (Lower East Side)”, disse à Agência Efe um dos novos proprietários do clube, Tim Hayes.
Este nova-iorquino viveu em Lower East Side durante os anos 80, época em que bairro era frequentado por artistas e boêmios mas também uma zona perigosa, que nem todo mundo se atrevia a percorrer. Heyes ia ao CBGB quando o clube se tornou na Meca da música rebelde.

Apesar do local ter nascido para tocar os ritmos de sua sigla, com o tempo a casa se tornou no berço do punk. Foi no CBGB que tocaram pela primeira vez lendas como Ramones e Patti Smith. Também subiram no palco do clube grupos como Blondie, Talking Heads e Sonic Youth.
Durante quase três décadas, esse lugar escuro, cheio de grafites e com um forte cheiro de cerveja, foi povoado por casacos de couro e por lá passaram personalidades como Andy Warhol e Lou Reed. Uma intensa disputa com os proprietários do prédio onde o clube ficava fez com que em 2006 ele fechasse suas portas.
Desta vez, seus novos proprietários estão tentando comprar um prédio inteiro para não caírem na “armadilha” que fez o local original desaparecer.
Enquanto ainda não encontraram um lugar para reabrir o clube, eles irão ressuscitar o espírito do CBGB com um festival com o mesmo nome que levará para Nova York mais de 300 grupos, que tocarão em 20 salas por toda a cidade.

Chorão, do Charlie Brown Jr, é encontrado morto em São Paulo

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Chorão, vocalista da banda Charlie Brown Jr, foi encontrado morto no final da madrugada desta quarta-feira (6), no apartamento onde morava em Pinheiros, na Zona Oeste de São Paulo. O músico, batizado de Alexandre Magno Abrão, comp… – desta quarta-feira (6), no apartamento onde morava em Pinheiros, na Zona Oeste de São Paulo. O cantor Alexandre Magno Abrão, o Chorão, da banda Charlie Brown Jr, foi encontrado morto em um apartamento na Zona Oeste de São Paulo. Ele tinha 42 anos.

Chorão era um dos mais polêmicos cantores e compositores do rock nacional. Em 15 anos de carreira, colecionou sucessos como “Proibida pra mim” e “Zóio de lula” e brigas com outros músicos, inclusive da sua banda. Era também muito ligado ao skate – praticava o esporte e chegou a fundar uma pista.
Chorão foi encontrado desacordado pelo seu motorista, que acionou o Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu). A unidade de resgate constatou que ele já estava morto. A Polícia Militar disse ter recebido um chamado às 5h18 para “verificação de morte natural em um apartamento”. Chorão morava no oitavo andar do edifício na Rua Morás, em Pinheiros. O corpo foi levado para o Instituto Médico-Legal (IML) por volta das 8h30.
O delegado Itagiba Vieira, do Departamento de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP), investiga o caso. “Aparentemente não foi homicídio. O IML é que vai dar a causa da morte. Aparentemente ou foi por uso de medicamento ou outra substância”, disse. Segundo ele, o apartamento estava muito danificado. Itagiba acredita que os danos tenham sido feitos pelo próprio cantor, já que o corpo foi encontrado com um dedo machucado e havia marcas de sangue no local (leia: “Aparentemente não foi homicídio”, diz delegado sobre morte de Chorão).
Os músicos do Charlie Brown Jr. comentaram a morte do vocalista. “Estou péssimo”, disse o baixista Champignon. O músico negou que estivesse brigado com Chorão. “A gente brigou algumas vezes na nossa vida, mas felizmente a gente pôde refazer a nossa amizade.” O baterista Bruno Graveto disse estar “anestesiado” com a notícia. O guitarrista Thiago Castanho também foi pego de surpresa. “Eu perdi um irmão”, disse o músico.
A apresentadora Sônia Abrão, prima do cantor, chegou ao prédio por volta das 8h. A assessoria de imprensa da banda informou ao G1 que Chorão estava de férias e embarcaria para os Estados Unidos nos próximos dias. Ainda segundo a assessoria, o estado de saúde dele era bom.

Perfil de Chorão
O cantor e letrista, que faria 43 anos em 9 de abril, liderava a banda fundada por ele na cidade de Santos, no litoral de São Paulo, em 1992. Em 21 anos de carreira, o Charlie Brown Jr lançou nove álbuns de estúdio, dois discos ao vivo, duas coletâneas e seis DVDs. Ao todo, o grupo vendeu 5 milhões de cópias.
Além de vocalista, Chorão era responsável pelas letras do Charlie Brown Jr e pelo direcionamento artístico e executivo da banda. Em 2005, o trabalho “Tâmo aí na atividade” foi premiado com o Grammy Latino de melhor álbum de rock brasileiro, o que se repetiu em 2010 com “Camisa 10 joga bola até na chuva”.
No ano passado, o Charlie Brown Jr. lançou “Música Popular Caiçara”, álbum ao vivo que marcou o retorno dos integrantes Marcão e Champignon à banda. Eles haviam deixado o grupo em 2005. As apresentações aconteceram em Curitiba e Santos. A produção do trabalho foi feita por Liminha e os shows contam com a participação de Falcão (O Rappa), Zeca Baleiro e Marcelo Nova. Das 15 faixas do CD, a única gravada em estúdio é “Céu azul”.
Chorão foi o único integrante do Charlie Brown Jr que permaneceu no grupo em todas as suas fases. Paulistano, Chorão adotou a cidade de Santos desde a juventude, onde criou a banda. Seu apelido foi dado ainda na adolescência, quando ele não sabia andar de skate e ficava apenas olhando os amigos. Um deles, então, pediu que o jovem não chorasse. Segundo a GloboNews, a infância e a adolescência de Chorão foram difíceis por conta da separação dos pais, que aconteceu quando ele tinha 11 anos. O músico largou a escola na sétima série.

O vocalista é também roteirista do filme “O magnata” (2007), do diretor Johnny Araújo, e do longa “O cobrador”, ainda em andamento. Como empresário, administrou marcas de skate, como a DO.CE, fundada por ele em 2009, e viabilizou a realização de grandes eventos de skate no Brasil, além de manter o espaço Chorão Skate Park na cidade de Santos desde 2006.
A estreia do Charlie Brown Jr aconteceu em 1997 com o lançamento do álbum “Transpiração contínua prolongada”. O trabalhou conseguiu o certificado de disco de platina ao vender mais de 250 mil cópias e tem como singles os sucessos “O coro vai comê”, “Proibida pra mim”, “Tudo que ela gosta de escutar”, “Quinta-feira” e “Gimme o anel”.
Sempre envolvido em polêmicas, Chorão deu uma bronca no baixista Champingnon em pleno show na cidade de Apucarana (PR) no final do ano passado. “Você voltou [para a banda] por causa de dinheiro”, disse, no palco. Poucos dias depois, Chorão compartilhou um vídeo ao lado do baixista comunicando que os dois já haviam feito as pazes.
Em 2004, Chorão agrediu Marcelo Camelo, do Los Hermanos, na sala de desembarque do Aeroporto de Fortaleza. Ele foi detido pela Polícia Federal e, mais tarde, processado por Camelo, sendo obrigado a pagar uma indenização por danos morais ao músico carioca.
O próximo show da banda estava marcado para o dia 22 de março, em Campo Grande, no Rio de Janeiro.

 

Fonte:

G1

Sarney considera ‘injusta’ crítica em show do Rock in Rio

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O presidente do Senado Federal, José Sarney (PMDB-AP), classificou hoje como “injusta” a crítica feita contra ele pelo vocalista da banda Capital Inicial, Dinho Ouro Preto, durante o Rock in Rio 2011. Durante a sua apresentação, o músico defendeu a liberdade de imprensa e questionou a proibição judicial que impede o jornal Estado de publicar informações sobre a Operação Boi Barrica, da Polícia Federal, que investiga o empresário Fernando Sarney, filho do senador. Em entrevista exclusiva ao jornal “Zero Hora”, o presidente do Senado Federal lembrou que o rock tem como característica a contestação, mas defendeu-se das críticas feitas pelo músico.

“O rock é um estilo que tem o DNA da contestação, sempre foi marcado pelo questionamento. É compreensível que em um festival de rock tivesse uma manifestação desse tipo”, lembrou o peemedebista. “No entanto, a crítica foi injusta. No meu governo, contribuiu-se para a maior liberdade de expressão que já tivemos no País. A cultura e as artes devem ser livres. Podem ser injustas, mas não podem deixar de ser livres”, ponderou. Na entrevista ao jornal “Zero Hora”, o senador afirmou ainda que seu filho tinha o direito de recorrer judicialmente contra o jornal, mas acrescentou que, se tivesse sido consultado pelos advogados, não teria feito o mesmo.

“Embora ele tivesse o direito de recorrer à Justiça, no dia que ingressou com a ação lancei uma nota afirmando que se tivesse sido consultado pelo advogado não teria aceito”, afirmou. O senador ressaltou ainda que, durante a ditadura militar, defendeu o veículo de imprensa e que, durante a sua vida pública, nunca processou um jornalista, “mesmo tendo sido um dos políticos mais censurados da história da República”. “A minha voz foi solitária dentro do Congresso Nacional em um discurso defendendo o Estadão e a liberdade de imprensa, arriscando meu próprio mandato”, disse.

Fonte:

Estadão

 

Mesmo preso, Donadon tem cassação negada pelo Plenário da Câmara

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A Câmara rejeitou nesta quarta-feira (28), em votação secreta, a cassação do mandato do deputado federal Natan Donadon (sem partido-RO). O parlamentar está preso desde 28 de junho no Complexo Penitenciário da Papuda, em Brasília, onde cumpre pena de 13 anos devido à condenação por peculato e formação de quadrilha pelo Supremo Tribunal Federal (STF).

Na sessão, 233 deputados votaram a favor do parecer aprovado pela Comissão de Constituição e Justiça, favorável à cassação. O número foi insuficiente para a perda do mandato, que exige ao menos 257 votos. Outros 131 deputados votaram pela manutenção do mandato de Donadon e 41 se abstiveram.

Após a votação, contudo, o presidente da Câmara, Henrique Eduardo Alves (PMDB-RN), afirmou que o deputado será afastado por causa da condenação pelo STF e convocou o suplente imediato, o ex-ministro da Previdência e ex-senador Amir Lando (PMDB-RO).

“Tendo em vista a rejeição do parecer da Comissão de Constituição e Justiça e de Cidadania, que opinava pela procedência da representação, esta presidência dará consequência à decisão do plenário. Todavia, uma vez que, em razão do cumprimento de pena em regime fechado, o deputado Natan Donadon encontra-se impossibilitado de desempenhar suas funções, considero-o afastado do exercício do mandato e determino a convocação do suplente imediato, em caráter de substituição, pelo tempo que durar o impedimento do titular”, leu Henrique Alves após o anúncio do resultado.

Em julho, ato da Mesa Diretora já havia suspendido todas os benefícios parlamentares de Donadon, inclusive o salário. Segundo a Mesa Diretora da Câmara, com a rejeição da cassação, Donadon manterá o status de parlamentar, mas o mandato ficará suspenso enquanto ele estiver preso. Se for libertado até o final da atual legislatura, ele retoma prerrogativas como salário, verba de gabinete, cota de auxílio para a atividade parlamentar e apartamento funcional.

“Eu agradeço a Deus que a justiça está sendo feita”, disse Donadon após a divulgação do resultado.

A sessão durou quatro horas (das 19h às 23h), e o processo de votação (tempo disponível para que o deputado fizesse o registro eletrônico de sua opção), duas horas e 35 minutos. Henrique Alves poderia ter encerrado a sessão antes do prazo, mas prolongou até as 23h com o objetivo de obter o maior quórum possível. Na última hora de votação, no entanto, não foi registrado nenhum voto. Embora 405 tivessem votado, outros 54 deputados registraram presença no plenário, mas não votaram. Outros 54 sequer apareceram.

Diante do resultado, Henrique Alves disse que não irá mais realizar votações secretas para perda de mandato. No Congresso, tramitam propostas de emenda à Constituição para abrir as votações, mas nenhuma ainda foi aprovada em definitivo. “Enquanto for presidente desta Casa, mais nenhum processo de cassação será feito por votação secreta”, declarou Alves após a proclamação do resultado.

Donadon foi autorizado pela Justiça a acompanhar no plenário da Câmara a votação que analisou o requerimento de perda de mandato. Com algemas, ele foi conduzido ao Legislativo pela Polícia Judiciária, mas dentro do parlamento ficou livre sob a custódia da Polícia Legislativa. A mulher e os dois filhos do parlamentar rondoniense acompanharam a sessão.

‘Não sou ladrão’

Antes de ser iniciada a votação, Donadon teve a oportunidade de se defender em discurso na tribuna da Casa. Sob os olhares dos colegas de Legislativo, o parlamentar cassado repetiu diversas vezes que era inocente das acusações de que teria integrado uma quadrilha que desviou mais de R$ 8 milhões da Assembleia Legislativa de Rondônia na década de 1990.

Ao longo dos 40 minutos de discurso, ele relatou detalhes da vida na prisão, negou ter conhecimento das supostas fraudes ocorridas no parlamento rondoniense e fez um apelo para que os parlamentares mantivessem seu mandato.

“Eu não viria para mentir. Minha consciência não me deixa mentir. A Bíblia diz: ‘Conhecereis a verdade e a verdade vos libertará’. Eu estou dizendo a verdade aos senhores”, declarou aos demais deputados, que ouviam em silêncio, do plenário. “Não sou ladrão, nunca roubei nada. É acusação injusta”, afirmou.

Na tentativa de sensibilizar o plenário, o ex-peemedebista também disse que sua família tem passado por dificuldades financeiras desde que a mesa diretora da Câmara decidiu suspender seu salário.

“Nos últimos dias, tenho sofrido bastante, inclusive, financeiramente. Tenho passado dificuldades. A Mesa Diretora suspendeu meu salário, meu gabinete. São dois meses que não recebo salário. Que meus servidores ficaram desamparados. Meu trabalho, tive de parar pelo meio do caminho, não pude dar sequência. Ainda sou deputado federal. Entendo eu e meus advogados que a Mesa não poderia fazer isso”, enfatizou.

Relator do processo de cassação de Donadon na Comissão de Constituição e Justiça (CCJ), o deputado Sérgio Zveiter (PSD-RJ) também se manifestou antes da votação. Usando cerca de 10 dos 25 minutos a que tinha direito, o parlamentar do Rio de Janeiro leu na tribuna trechos de seu parecer aprovado pela CCJ, que recomendou a perda do mandato.

Para Zveiter, diante dos fatos que foram relatados pelos ministros do Supremo Tribunal Federal (STF) durante o julgamento de Donadon, em 2010, não caberia à Câmara agora “rejulgar” a causa. O relator classificou de “gravíssima” e de “incompatível com o exercício do mandato” a natureza das acusações contra o ex-peemedebista.

“Os fatos são verdadeiramente estarrecedores e não se coadunam com os requisitos de probidade e decoro exigidos para o exercício do mandato popular (…) O caso vertente envolve a formação de um juízo de gravidade e reprovabilidade sobre um deputado federal que participou de uma organização criminosa que assaltou os cofres públicos do Poder Legislativo de Rondônia, do qual era diretor financeiro, mediante contrato simulado de prestação de serviços de publicidade, que jamais foram prestados”, observou Zveiter.

Inelegibilidade

Caso Donadon fosse cassado sem ter sido condenado pela Justiça, ficaria inelegível até 2022 pela Lei da Ficha Limpa – a inelegibilidade para quem perde o mandato vale até o fim do mandato para o qual foi eleito e nos oito anos seguintes ao fim da legislatura.

No entanto, como foi condenado, a punição é mais severa independentemente de sofrer processo de cassação. A inelegibilidade no caso do Donadon vale, pela lei, até o fim do cumprimento da pena e mais oito anos depois. Como ele foi condenado em 2013 a 13 anos, somente depois de 2034 poderia voltar a concorrer a cargos eletivos.

O fato de não ter sido cassado pode beneficiar o deputado em um aspecto. Condenado a 13 em regime fechado, ele ainda terá direito a ação de revisão criminal que pode levar à redução de pena. Se ele conseguir ter a pena diminuída para menos de 8 anos poderá cumprir pena no regime semiaberto (quando se pode deixar o presídio durante o dia) e exercer o restante do mandato até o fim de 2014.

Condenação

Em 2010, o Supremo condenou Donadon a 13 anos, 4 meses e 10 dias de prisão em regime fechado pelos crimes de peculato (crime praticado por funcionário público contra a administração) e formação de quadrilha. Ele foi acusado pelo Ministério Público de ter liderado uma quadrilha que desviou recursos da Assembleia Legislativa de Rondônia entre 1995 e 1998.

Na época do julgamento, a defesa do ex-parlamentar negou as acusações e alegou que Donadon não foi responsável pelas supostas fraudes em licitações que teriam possibilitado os desvios. A defesa alegou que, na função de diretor financeiro da Assembleia Legislativa, Donadon limitou-se a assinar cheques.

Apesar de condenado, ele pode aguardar a análise dos recursos em liberdade, exercendo o mandato parlamentar. Donadon foi o primeiro deputado em exercício a ser preso por determinação do Supremo desde a Constituição de 1988.

Ao contrário do que ocorreu no processo do mensalão, os ministros do STF não haviam discutido se deveria ser automática a cassação do parlamentar de Rondônia após o trânsito em julgado. Na ação penal do mensalão, entretanto, os magistrados decidiram pelas cassações dos mandatos dos quatro parlamentares condenados.

 

Fonte:

Repórter MT

 

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