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Primeiro semestre de 2017 teve mais de 9 milhões de novos deslocados no mundo

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Exercício com a matéria do site Agência ebc

 

Os conflitos armados, a violência e os desastres naturais causaram mais de nove milhões de novos deslocados no mundo na primeira metade deste ano, segundo dados publicados nesta quarta-feira (16) pelo Centro de Monitoramento do Deslocamento Interno (IDMC, na sigla em inglês), organização ligada ao Conselho Norueguês para Refugiados (NRC – Norwegian Refugee Council).

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Refugiados na fronteira da GréciaValdrin Xhemaj/Agência Lusa/Arquivo Fonte: Agencia brasil ebc

A República Democrática do Congo (RDC), cuja região central se transformou em um novo foco de violência, é o país que gerou mais novos deslocados, praticamente um milhão apenas nos primeiros seis meses desse ano. Com isso, o número total de deslocados na RDC, onde o conflito já se expandiu para oito das 26 províncias do país, soma cerca de 3,7 milhões de pessoas, o que configura a pior situação da África.

No Iraque, onde uma longa ofensiva militar conseguiu retomar a cidade de Mossul após três anos sob controle do grupo jihadista Estado Islâmico (EI), houve quase 1 milhão de deslocados internos. O IDMC considera que a ampla destruição provocada na parte oeste da cidade atrasará muito o retorno dos que tiveram que fugir. Mais recentemente, os combates em Kirkuk, no norte do Iraque, entre o exército iraquiano e o EI, que mantém o controle de áreas desta província, levaram ao deslocamento de mais 37 mil pessoas.

Já na Síria foram registrados 692 mil deslocados, pois, apesar de várias tentativas de cessar-fogo negociadas por diferentes atores, os enfrentamentos entre forças governamentais e rebeldes se intensificaram. Além disso, a ofensiva contra o EI continua em Raqqa, cidade que o grupo terrorista declarou como a capital síria do seu autoproclamado califado.

Segundo o Centro de Monitoramento do Deslocamento Interno, as Filipinas são o quarto país com a situação mais grave, com 466 mil casos, devido ao conflito na ilha de Mindanao, e na cidade de Marawi e arredores, de onde teriam saído 350 mil pessoas.

Seguem na lista de países com os números mais altos de novos deslocamentos entre janeiro e junho desse ano a Etiópia (213 mil), a República Centro-Africana (206 mil), o Sudão do Sul (163 mil), a Gâmbia (162 mil), o Afeganistão (159 mil), a Nigéria (142 mil), o Iêmen (112 mil) e a Somália (70 mil).

Por sua vez, 350 desastres, de menor ou maior proporção, causaram 4,5 milhões de novos deslocados e, ainda que este número só represente metade do que foi registrado no ano passado para o mesmo período, não se pode minimizar sua gravidade, já que a época das monções no sul e sudeste da Ásia apenas começou, assim como o período de furacões na América.

“Portanto, esses números podem aumentar exponencialmente, como em anos anteriores”, advertiu o IDMC. As situações mais graves ocorreram em inundações na China e por conta de um ciclone em Bangladesh. Também foram registrados grandes deslocamentos nas Filipinas, no Peru e no Sri Lanka, devido a desastres naturais.

“Isto nos mostra que os padrões previsíveis do clima podem causar elevados números de novos deslocamentos ano após ano, o que por sua vez indica que não se investe o suficiente para reduzir a vulnerabilidade das populações”, comentou a responsável da investigação, Bina Desai.

 

Fonte: Agência Ebc

Cerca de 230 mil pessoas continuam desalojadas do oeste de Mossul, diz ONU

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Exercício com a matéria do Site Agência Ebc 

 

Após a retomada do controle de Mossul, no Iraque, pelas Forças Armadas iraquianas, a coordenadora humanitária da ONU no país, Lise Grande, afirmou que o contraste entre as duas partes da cidade, separadas pelo rio Tigre, “não poderia ser mais evidente”. A informação é da ONU News.

Enquanto no leste de Mossul a vida vai voltando lentamente ao normal, na parte oeste, onde o grupo terrorista Estado Islâmico (EI), que ocupava a cidade, resistiu por mais tempo antes de ser expulso, bairros inteiros e a infraestrutura urbana foram destruídos. Por conta disto, milhares de pessoas não têm pra onde voltar.

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Lise Grande disse a jornalistas, em Genebra, que Mossul é realmente “um conto de duas cidades”. Segundo ela, a parte leste está se recuperando: as pessoas estão em casa, escolas, mercados e negócios estão abertos. Ela disse que as “condições não são ótimas”, mas que quase “todos voltaram para casa no leste de Mossul, menos umas 20 mil pessoas”.

Já a situação no oeste da cidade é muito diferente. Lise, que também é vice-chefe da Missão das Nações Unidas no Iraque (Unami), afirmou há cerca de 230 mil civis sem previsão de voltar para casa nos 15 bairros que foram completamente destruídos.

Batalha urbana

Ela afirmou que Mossul que foi cenário da maior batalha urbana desde a Segunda Guerra Mundial e também viu a maior evacuação organizada na história moderna, com quase 1 milhão de civis recebendo assistência para sair da cidade., graças às agências humanitárias que estavam na linha de frente. No total, cerca de 3,3 milhões de pessoas permanecem fora de suas casas no Iraque, incluindo as que foram recentemente deslocadas de Mossul.

Na sequência da campanha iraquiana para expulsar o grupo terrorista Estado Islâmico (EI) do país, a coordenadora humanitária afirmou que outras três operações militares ainda são esperadas: em Tal Afar, em Hawija e no Vale do Eufrates, na província oeste de Anbar. Ela estima que, ao fim dessas operações, outras centenas de milhares de civis possam ser deslocados.

 

Fonte: Agência Ebc

Angola transfere milhares de refugiados congoleses com apoio da ONU

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Exercício com a matéria do site Agência Ebc

Mais de 33 mil refugiados congoleses de dois acampamentos provisórios lotados no norte de Angola estão sendo transferidos pelo governo desse país para uma nova área situada a cerca de 85 km dos campos atuais com apoio da Agência das Nações Unidas para Refugiados (Acnur). A informação é da ONU News.

O governo de Angola colocou cerca de 33 km2 de terra na municipalidade de Lóvu ao dispor dos refugiados congoleses para melhorar as suas condições de vida. A nova área está localizada a 100 km da fronteira com a vizinha República Democrática do Congo, RD Congo.

O coordenador residente das Nações Unidas em Angola, Paolo Balladelli, disse à ONU News que também é preciso estimular uma convivência saudável entre angolanos e congoleses. Segundo ele, “estiveram envolvidas no processo de transferência agências das Nações Unidas, como o Unicef e a Acnur, que trabalharam juntas com o governo angolano para criar as condições no terreno, para o que também foram contratados vários refugiados. Neste momento temos já mais de mil pessoas deslocadas a esta nova área.”

Os residentes do novo acampamento devem receber um lote de terra para construir abrigos e cultivar alimentos para compor as suas rações alimentares. Uma semana depois do início da operação, cerca de 1,5 mil refugiados já saíram do centro de acolhimento temporário de Mussunge para o novo local.

Segurança

Milhares de congoleses foram para Angola fugindo da violência e das tensões étnicas na área Kassai da RD Congo, localizada ao norte de Angola. Numa altura em que a segurança continua volátil na área, as autoridades angolanas e a Acnur dizem estar preparados para oferecer proteção e apoio a até 50 mil refugiados congoleses até o final de 2017.

Em junho, a agência da ONU pediu US$ 65,5 milhões para continuar a desenvolver infraestrutura e serviços para refugiados em Angola, dos quais recebeu apenas 32%.

 

Fonte: Agência Brasil

Fundo Amazônia vai investir R$ 150 milhões em novos projetos de conservação

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O Fundo Amazônia abre hoje (9) chamada pública para projetos de conservação e uso sustentável da floresta com foco em atividades produtivas sustentáveis. Serão selecionados até dez projetos na Amazônia Legal, que receberão de R$ 10 milhões a R$ 30 milhões. O total financiado será de R$ 150 milhões.

“Queremos aumentar a base de projetos e entidades que possam receber do Fundo Amazônia e fazer uma aplicação de recursos mais ágil e efetiva”, disse a diretora de Gestão Pública e Socioambiental do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), Marilene Ramos.

O fundo é gerido pelo banco, em cooperação com o Ministério do Meio Ambiente, e mantido com recursos de doações, destinadas a projetos de prevenção, monitoramento e combate ao desmatamento e de promoção da conservação e do uso sustentável da floresta. Em seus 8 anos de atuação, o Fundo Amazônia já investiu cerca de R$ 1,4 bilhão em 89 projetos de diferentes segmentos e regiões da Amazônia Legal.

Os projetos da nova chamada pública deverão trabalhar para o fortalecimento da atividade econômica de comunidades que possam atuar como guardiões da floresta, como povos e comunidades tradicionais, populações ribeirinhas, famílias assentadas pela reforma agrária, projetos de agricultura familiar, povos indígenas e quilombolas que vivem na Amazônia Legal.

Para o BNDES, essas comunidades têm um papel fundamental na defesa da Amazônia, pois trabalham de forma natural com os recursos da sociobiodiversidade florestal, gerando renda e desenvolvimento econômico e social. Ou seja, elas valorizam a floresta em pé, pois tiram de lá o seu sustento.

Os projetos poderão ser apresentados por associações, cooperativas, fundações de direito privado e empresas privadas, na modalidade aglutinadora. Ou seja, a entidade proponente deverá aglutinar pelo menos três subprojetos de outras organizações, de forma integrada e coordenada. Eles terão que abranger pelo menos uma das seguintes atividades econômicas: manejo florestal madeireiro e não madeireiro, incluindo manejo de fauna silvestre; aquicultura e arranjos de pesca; sistemas alternativos de produção de base agroecológica e agroflorestal; e turismo de base comunitária.

 

As iniciativas vão reforçar as ações de preservação da floresta, após dois anos seguidos de aumento do desmatamento na Amazônia Legal. Desde 2004, o desmatamento na Amazônia foi reduzido em mais de 70%, após o segundo pico mais alto da história do monitoramento do bioma, com 27.772 km² de floresta derrubada naquele ano. De 2009 a 2015, o ritmo do desmatamento manteve-se estagnado em um patamar médio de 6.080 km² por ano.

A nova seleção de projetos foi anunciada hoje (9) durante a apresentação do Relatório de Atividades 2016 e dos resultados do Fundo Amazônia, para dar transparência e publicidade sobre os recursos do fundo, principalmente para os seus doadores.

Desde 2009, o Fundo Amazônia já recebeu um aporte de mais de R$ 2,8 bilhões, provenientes de três fontes: do governo da Noruega, cerca de 97,4% do total (aproximadamente R$ 2,775 bilhões); da Alemanha, com 2,1% (cerca de R$ 60,697 milhões); e da Petrobras, com 0,5% (R$ 14,7 milhões).

Em junho, durante a visita do presidente Michel Temer à Noruega, a primeira-ministra norueguesa, Erna Solberg, disse que o aumento do desmatamento na Amazônia, vai levar à redução das contribuições ao fundo este ano. Em 2016, foram mais de R$ 330 milhões, mas os valores para 2017 ainda não foram divulgados.

Durante o evento, a embaixadora da Noruega no Brasil, Aud Marit Wiig, confirmou que os pagamentos ao fundo refletem os resultados na redução do desmatamento, mas disse que o governo norueguês está satisfeito com os resultados do fundo. “As conquistas do Brasil nas últimas décadas são impressionantes e fizeram do país uma liderança global em questões de mudanças climáticas. Até 2015, os resultados eram massivos e enchiam os olhos. As recentes tendências do aumento do desmatamento não são encorajadoras e merecem reflexão, boas estratégias e esforços para reverter a situação”, disse.

O primeiro compromisso da Noruega de doar até US$ 1 bilhão foi cumprido. Com o sucesso da pareceria, o país anunciou o aporte de mais aproximadamente US$ 600 milhões durante Conferência das Partes de Paris (COP-21). Entretanto, as doações vão acontecendo anualmente conforme as regras estabelecidas pelo governo do país, de atrelar os valores ao desmatamento do ano anterior, em comparação aos últimos dez ou cinco anos.

A diretora do BNDES, Marilene Ramos, explicou que a redução dessas doações não restringe os projetos que estão em execução pelo Fundo Amazônia e nem os que estão sendo planejados, já que o fundo ainda tem R$ 1,4 bilhão para serem investidos.

Segundo Marilene, com a declaração da primeira-ministra norueguesa, ficou a ideia errada de que os governos doadores têm ingerência sobre as políticas para a Amazônia. Ela explicou que o fundo é brasileiro e a definição de projetos é feita por um comitê orientador tripartite e estão em conformidade com as diretrizes do Plano de Prevenção e Controle do Desmatamento na Amazônia Legal (PPCDAm) e a Estratégia Nacional de REDD+ (ENREDD+).

“Toda atuação do Fundo Amazônia é feita totalmente ancorada em política pública nacional”, disse.

 

Fonte: Agência Brasil

Ademar Silva

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Ademar Silva…