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Maconha é proibido, mas mensalão não

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Realmente vivemos em um país às avessas, um país pautado pela incoerência, pela contradição, aonde uns cometem pequenos furtos e ficam anos na cadeianão que estejam certos, de modo algum – outros vivem a cometer grandes falcatruas e lá se vão milhões em dinheiro envolvidos e nada acontece a estes últimos e acabam por manter uma pose de trabalhadores dedicados, com alto nível de escolaridade e por isso mesmo endinheirados. O mesmo acontece com a questão do uso ou não, da liberação ou não da maconha. Não vamos entrar aqui no mérito de que esta faz bem ou mal à saúde, até porque a substância já é utilizada de forma medicamentosa pela medicina e traz seus benefícios, mas como toda droga tem seus malefícios.

Réus do mensalão

Quantos deles foram presos?

 

O que não é aceitável é querer criminalizar o uso da maconha, punir os usuários de forma ferrenha e deixar aqueles que deveriam zelar, cuidar e bem utilizar o dinheiro público participarem de verdadeiras quadrilhas que se formam para garantir a cada um dos participantes o seu quinhão na hora de desviar, usurpar, embolsar e quantos “ars” mais o leitor quiser, vide aí o exemplo do mensalão que hoje leva o nome de mensalão do PT, mas que se atrás fossemos em épocas remotas e passadas recentes também descobriríamos o mensalão da Colonização, da Arena, do PMDB, do PSDB, do PV, mensalão do e tantos outros que já vimos desfilar no mundo político deste nosso Brasil. Ao invés das cadeias, dos presídios, estes que desfrutam de foro privilegiado, estão por aí a solta, de férias com a família fora do país, ou então se arregimentando para mais algum golpe à vista. A maconha, ah a maconha é outra fonte de interesse, interesse de gente grande, para que descriminalizá-la. Ela liberada não gerará dinheiro nem trará riquezas para poucos, enquanto proibida ficará sob o controle de uma parcela pequena que não tem interesse em abrir essas divisas, e assim segue sob a lenga lenga de que a maconha é uma droga e como tal deve permanecer entocada para enriquecimento de um pequeno grupo que a serve a um preço alto para um público cada vez mais envolvido e empobrecido.

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Samuel Rosa compara maconha a mensalão

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Cantor Samuel Rosa / Foto: Divulgação

Cantor Samuel Rosa / Foto: Divulgação

Em sua apresentação no Rock in Rio, o cantor Samuel Rosa, da banda Skank, ao cantar o refrão da música “É proibido fumar“, de Roberto e Erasmo Carlos, o público respondeu com a palavra “maconha”. O músico não ficou calado e provocou: “Maconha é proibido, mas mensalão pode fazer de novo, né?”.

A banda, que acabou gerando polêmica, se apresentou no Palco mundo, abrindo o evento às 18h. O vocalista da banda Skank demonstrou sua insatisfação quanto à política e as injustiças sócias e a plateia aplaudiu, aprovando a declaração.

O palco que a banda Skank se apresentou é o principal do evento, que conta com cinco palcos diagonais e um para pequenos shows, o Sunset. A banda mineira além de política, levou ao público muita animação com os seus clássicos “bola na rede” e “partida de futebol”. Essa já e a quinta vez do grupo no RIR, que já teve sete edições.

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Acompanhe o julgamento do Mensalão

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dirceupfalexsilva2Quase nove anos depois da revelação do escândalo do mensalão, em 2005, o Supremo Tribunal Federal (STF) concluiu, em março de 2014, o julgamento dos réus acusados de envolvimento no esquema de compra de apoio político na Câmara pelo PT nos dois primeiros anos do governo Lula. Os ministros dedicaram 69 sessões ao caso, encerrado com a condenação de 24 dos 40 denunciados. Do grupo inicial, 38 tornaram-se réus e 13 foram absolvidos, dois foram excluídos do processo e um teve o caso enviado à 1ª instância.
Em novembro de 2013, o STF determinou execução das penas dos condenados. Inicialmente 25 tiveram a prisão decretada, mas um deles foi absolvido meses depois, ao ter os recursos aceitos pela Corte. Dos 24 condenados, dezoito cumprem pena, entre eles o ex-ministro José Dirceu, o ex-presidente do PT José Genoino e o delator do esquema, ex-deputado Roberto Jefferson (PTB). O ex-diretor do Banco do Brasil Henrique Pizzolato, que estava foragido, está preso na Itália.

Os primeiros doze mandados de prisão foram expedidos no dia 15 de novembro. Genoino foi o primeiro a se apresentar na sede da Polícia Federal em São Paulo e, com os punhos fechados e o braço estendido, gritou “viva o PT”. No começo da noite, foi a vez do ex-ministro José Dirceu se apresentar. Sob os gritos de “Dirceu guerreiro do povo” dos militantes que se aglomeravam na frente da sede da PF, Dirceu também fez gesto com os punhos cerrados.

Antes de chegar ao prédio, Dirceu ainda lembrou do mensalão mineiro, que envolve o ex-governador de Minas Gerais Eduardo Azeredo (PSDB-MG). “A Justiça brasileira, na Ação Penal 470, fez um julgamento totalmente excepcional. Nem no caso do mensalão tucano eu quero que isso ocorra. Eu quero que haja Justiça que não houve no meu caso.” O caso mineiro, originado a partir de denúncias de irregularidades na campanha à reeleição do tucano em 1998, ainda não tem data para ser julgado pelo STF.

Os então deputados Genoino, Valdemar Costa Neto, Pedro Henry e João Paulo Cunha renunciaram ao mandato para evitar o processo de cassação na Câmara.

Novo julgamento. Em fevereiro de 2014, ao julgar os chamados embargos infringentes – recursos nos crimes em que réus receberam ao menos quatro votos pela absolvição –, os ministros do STF absolveram oito condenados do crime de formação de quadrilha. Assim, Dirceu e Delúbio deixaram de cumprir pena em regime fechado. Em março, João Paulo Cunha foi absolvido do crime de lavagem de dinheiro. A nova composição da Corte foi considerada decisiva para a reversão das condenações.

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